Papa Leão XIV defende liberdade de imprensa em viagem à França


O papa Leão XIV declarou nesta sexta-feira (25) seu apoio a uma “boa cobertura” jornalística ao ser questionado pela CNN sobre a retirada das credenciais da emissora na Casa Branca e as restrições de acesso impostas a jornalistas.

“Estou muito feliz que aqui todos vocês sejam bem-vindos”, disse o primeiro papa americano ao responder à pergunta da CNN durante uma conversa com repórteres a bordo do avião papal, que o levou de Roma a Paris.

“Uma boa cobertura, penso eu, é muito importante, e que a tenhamos em todos os lugares, para todos”, acrescentou.

Leão XIV foi questionado se tinha uma mensagem para jornalistas que enfrentam dificuldades para cobrir a Casa Branca, após o pontífice ter se manifestado anteriormente em defesa da liberdade de imprensa.

Ao falar com os repórteres, o papa também começou sua viagem pedindo desculpas pelo fato de o avião papal que retornava da Espanha, em junho, não ter conseguido decolar, o que impediu a tradicional coletiva de imprensa durante o voo.

A declaração ocorreu no início de uma visita de quatro dias à França. Leão XIV chegou ao país nesta sexta-feira (25) dizendo que deseja atuar como um “peregrino da paz” em um mundo marcado por conflitos.

Ele se encontrou com o presidente Emmanuel Macron em uma cerimônia de recepção no aeroporto, em Paris.

Durante a viagem, que inclui paradas em Paris, no santuário católico de Lourdes e em Metz, na fronteira com a Alemanha, o papa também deve renovar seus apelos por regras globais para o desenvolvimento da inteligência artificial e apresentar sua visão para o futuro da Europa.

Cerca de 600 mil pessoas se inscreveram para participar de uma missa ao ar livre no centro de Paris no sábado (26), com expectativa de grandes multidões também ao longo da Avenida Champs-Élysées. Segundo o ministro do Interior francês, Laurent Núñez, cerca de 37 mil agentes de segurança serão mobilizados para os eventos.

Na sexta-feira (25), a agenda de Leão XIV inclui discursos para o presidente Emmanuel Macron e outros líderes franceses no Palácio do Eliseu, além de reuniões com funcionários na sede da UNESCO, agência da ONU para a cultura e a educação. A organização enfrenta déficits orçamentários após a saída dos Estados Unidos, anunciada pelo presidente Donald Trump em 2025.

 



FonteCNN Brasil

Mais Lidas

Veja também